quarta-feira, 22 de maio de 2019

Chicho Buarque, Prémio Camões 2019

Prémio Camões 2019

É com agrado e desconfiança que as pessoas vão recebendo a consagração de Chicho Buarque enquanto figura literária: pela sua confessada burguesia, pela sua voz que não poupou a crítica às altas figuras de poder e desigualdades sociais. Enquanto os lados se organizam e se gladiam informemente, podemos ter a certeza que hoje 'Vai passar/ nessa avenida /um samba popular/ Cada paralelepípedo/ da velha cidade/ Essa noite vai/ se arrepiar/ ao lembrar/ que aqui passaram sambas imortais'.
Esperando, com reservas, que daqui a três anos possamos cantar 'Ai, que vida boa, olerê/ ai, que vida boa, olará/ O estandarte do sanatório geral vai passar'...

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segunda-feira, 20 de maio de 2019

OFICINA DO CEGO - segunda visita de estudo

Confirma-se a segunda visita de estudo esta quarta-feira 22. 
Rua Sabino de Sousa 42 A

A oficina fica numa rua perto da Morais Soares antes do alto de S. João.
Há dois caminhos: ou saindo no metro Alameda e subir junto à fonte luminosa pelo lado direito/sul.
Ou da Praça do Chile (só que o metro de Arroios está fechado).

Quem quiser, encontramo-nos às 17h25 à porta da faculdade.
Ou às 17h45  na Alameda, do lado oposto à IURD/Cinema Império.

Ou lá às 18h.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Resumo da sessão com Manuel Alberto Valente e São José (15/05/2019)

Manuel Alberto Valente
- desmitificar que o trabalho em Edição é "ser pago para ler"
- ver a Edição como uma profissão humana que, devido à sua evolução, foi sofrendo com a burocratização de vários processos:
     - registar informaticamente a presença no trabalho (comummente conhecido como "picar o ponto"), o tempo gasto a trabalhar num projecto, as decisões tomadas, etc.
     - ter que elaborar o plano de negócios para um livro: campanhas publicitárias, orçamentos prévios de compra de direitos, tradução, fixação do contrato, adiantamento* de dinheiro e percentagem de royalties entre editora e autor/agente literário/editora estrangeira.

* 1ª rábula: hoje em dia, em Portugal, o pagamento de adiantamentos a autores é, por norma, entre os 1000€-3000€; para um livro de Isabel Allende... 50000€!

- um editor precisa de ser um "super-leitor", gostar de ler e estar sempre em contacto com o mundo do livro:
   - ler suplementos literários, catálogos e estar a par do que se edita no mundo
   - ler & ler & ler & ler & ler & ler, mesmo que só tenhamos tempo para o fazer no conforto do nosso lar.

- um editor deve saber justificar como e por que motivo se propõe a publicar livro x.
- deve dominar línguas estrangeiras, principalmente o inglês.
- conhecer o mercado de tradução e encontrar o tradutor certo para o livro a editar*.

* 2ª rábula: Pedro Tamen, enquanto traduzia um romance espanhol, indicava que um certo homem "comia pombinhas no jardim"; óptimo enredo para uma obra surrealista ao gosto de Nerval, Artaud ou até Bréton, embora a palavra espanhola "palomitas" quisesse mesmo dizer que um certo homem "comia pipocas no jardim"; péssimo enredo para quem escreveu Para Acabar de Vez com o Juízo de Deus.

São José,
- de facto, trabalhar em Edição não é "ser-se pago para ler".
- o editor tem que saber ler e preparar relatórios de final de ano, onde se analisa o balanço entre os custos de um livro editado e o seu retorno.
- saber dar o seu parecer, por exemplo, nas decisões de definição de uma capa, texto da contracapa, badanas, etc.
- saber relacionar-se em consonância com o departamento de marketing e direcção comercial.
- e, sim, preparar apresentações junto de livreiros, cadeias de lojas e grandes superfícies comerciais.

*ESPAÇO DE DEBATE*

Manuel Alberto Valente afirma que a ****** e a **** se distinguem por ****, embora considere que se publica muita..."como dizer...como os ingleses dizem....merda" [sic].

**** declarações censuradas, após o aviso "se vocês disserem que eu disse isto, eu desminto tudo".

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Caixa Mistério Literária Mensal

A Chave Negra - Mystery Book Box é um projeto que pretende divulgar a literatura através de uma caixa mensal que contém um livro recente, por vezes prestes a ser lançado, e 6 a 8 itens relacionados com o livro ou com o tema específico do mês.


quinta-feira, 9 de maio de 2019

Visita de estudo 1 e balanço da aula de ontem

1
Círculo de Leitores/Porto Editora.  R. Prof. Jorge da Silva Horta 1, 1500-499 Lisboa
Na próxima quarta 15 há uma visita desacompanhada às instalações do grupo, com o fito de conversar com o editor Manuel Alberto Valente e ver como é feito o trabalho real. 
Têm de se reunir lá à porta entre as 17h45, para entrar às 17h50. A portaria fecha às 18h, e depois torna-se complicado.
É uma cortesia da Porto Editora pela qual estamos gratos. A visita durará cerca de uma hora - sessões especiais têm duração diferente.
Há vários acessos para chegar lá, àquela parte de Benfica. Da estação de comboio são cinco minutos a pé. De táxi a dividir por quatro também não ficará caro.
Lembro: a única forma de alguém ser pontual é chegar antes. Quem tenta chegar «à hora» ópois tem «azares». 

2
2.1. Na aula faltou o som a este bonito vídeo sobre Kurt Vonnegut (mas não é só por ser sobre ele que nos interessa).
Todos os projectos começam com um desenho. O storyboard na produção de filmes é uma forma barata de visualizar o que vai ser filmado. O esquema de um livro, uma linha editorial, um plano de trabalho faz-se com uma folha A4 e uma caneta Bic (aproveitem, vão acabar, são de plástico).

2.2. Exercício: como ajudar um profissional a encontrar um nome para a editora?
2.2.1. Lançar ideias
2.2.2. Escolher as melhores
2.2.3. Descobrir que as melhores já outros tiveram

2.3. O caso Marvel - é muito interessante como exercício de edição
O último filme dos Vingadores tem de ser entendido como a segunda parte de um embrulho em seis horas de dezena e meia de filmes autónomos que deviam ficar autónomos: é como pôr a jogar na mesma equipa um futebolista, um piloto de aviões, um peixe num aquário, duas marmotas, três afia-lápis, quatro cascas de banana e um cinzeiro. O que tem uma mulher que literalmente salva planetas a ver com um tipo cujo único talento é atirar flechas? A esse propósito, ver esta canção.
E no entanto conseguiram. Este filme de três horas é o último episódio de uma longa telenovela: portanto, é embrulhar como podem funerais e casamentos. E têm de resolver um berbicacho: como inverter o que estava feito? Sim, uma máquina do tempo. Mas é preciso dar tempo ao tempo.
E conseguem-no começando lentamente - tal como as descrições de página e meia nos romances servem para empastelar.
Do ponto de vista de descalçar a bota - encontrar soluções plausíveis q.b. para um disparate de todo o tamanho - o trabalho daqueles profissionais é admirável.

O segundo exercício da noite foi: por que raio é o Homem de Ferro o grande protagonista? Resposta: por razões externas à personagem. Porque tem o melhor actor a interpretá-lo. O Homem de Ferro interpretado por Robert Downey Jr. permite aos guionistas e produtores realizarem um sonho tão lindo quão raro: ter um herói com falas engraçadas à vilão. Não há muitos como nós.







quinta-feira, 2 de maio de 2019

Livros reciclados


"Homens do lixo criam biblioteca pública com mais de 6000 livros deitados fora": artigo.

Cafés literários em Lisboa


"De forma discreta, Arroios está a transformar-se no bairro dos “cafés literários” e das livrarias independentes": artigo.

Cinco capas boas e cinco capas más

  Aqui estão as minhas escolhas para a tarefa desta semana, de onde tentei extrair o máximo possível de críticas, desde a escolha das cores ...